Na
minha aldeia viviam
Dois
cães muito pachorrento
Brancos
com manchas castanhas
E
com muitos sentimentos
Era
a filó e o piloto
Os
seus donos faleceram
Para
terem algum conforto
À
minha porta bateram
Veio
o piloto primeiro
Sentindo-se
muito só
No
outro dia lampeiro
Trouxe
consigo a filó
Olhei-os
bem no focinho
Convidei-os
a entrar
Dei-lhes
comida e carinho
E
um lugar para ficar
A
filó e o piloto
Melhores
amigos não havia
Nunca
andavam um sem o outro
Quer
de noite quer de dia
Tiveram
vários episódios
Mas
houve um que me marcou
Quando
a gata teve filhotes
Veio
um carro e a matou
Fiquei
tão desesperada
Sem
saber o que fazer
Aqueles
cinco gatinhos
Como
iriam sobreviver
Arranjei
um conta gotas
Para
os alimentar
Não
consegui, desisti
E
parei para pensar
Olhei
para a filó
Também
tinha cachorrinhos
Pedi-lhe...
olha tem dó
Dá
de mamar aos gatinhos
Ela
com muitos carinhos
Para
não os magoar
Aninhou-se
nos gatinhos
e ali lhes deu de mamar
A
filó dia após dia
Numa
correria louca
Muito
feliz e para onde ia
Levava
os gatos na boca
Como
a família era grande
Os cachorros iam a andar
O
piloto muito atento
Sempre
pronto a ajudar
Mas
não fica por aqui
Esta
história do passado
Certo
dia trouxe para ali
Um
frango envenenado
Pois
esta aventura rara
Muito
cara lhe saiu
A
língua ficou enxada
Rocha
e depois caiu
Sofreu
mas venceu o mal
Esta
bela cadelinha
Viveu
anos apòs tál
Depois
morreu de velhinha
O
piloto ficou só
Muito
triste se sentia
Pela
falta da Filó
Morreu
ao oitavo dia
Esta
história tem sinais
De
sentimentos a valer
Por
vezes os animais
Nos
ensinam a viver
Zulmira
Lourenço 15/06/2010
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