sábado, 3 de junho de 2017

Para lar de idosos

  Dedicado aos utentes do Cati


Olá queridos amiguinhos
Nós somos do voluntariado
Veio este pequeno grupinho
Passar convosco um bocado

Sentimos grande carinho
Por todos Vós que aqui estão
Todos juntos e um por um
Estão no nosso coração

Gostava-mos de vos conhecer melhor
Por vossos nomes chamar
Sentarmo-nos ao vosso lado
E com todos conversar

De certo que há entre vós
Alguém que saiba cantar
quem quiser cantar para nós
É pôr o dedo no ar

Mas não tenham receio
Se não sabem bem cantar
Pois o mais importante
É poder participar

Há anedotas para rir
Histórias para contar
Passagens da vossa vida
Que gostariam de partilhar

Vamos fazer alguns jogos
Para nos animar
E o vencedor
Um prémio irá ganhar

Para o mês de Setembro
Gostaríamos de cá voltar
Vão ensaiando algumas musicas
Para depois nos cantar

Beijinhos de todos nós
Com amor do coração
Que tenham muita saúde
E boa disposição



25 de Junho de 2009 Zulmira Lourenço  

danças de salão

Para a minha professora de dança


Andamos a aprender uns passos
Cada um por sua vez
A salsa é a quatro tempos
Mas a valsa é só a três
As voltas do chá-chá-chá
São bem mais complicadas
O leque e a volta inteira
E o transporte nas cruzadas
O merêngue é só marchar
Com voltinhas à mistura
São danças muito elegantes
Requerem boa postura

A professora Leonor
Toda ela é juventude
Recomenda-nos a dança
Por fazer bem à saúde

O nosso grupo é também
Fantástico pois então
Sentimo-nos muito bem
Nestas danças de salão




Zulmira Lourenço 4/11/2009                     

segunda-feira, 8 de maio de 2017



Os meus passarinhos


Mas que lindo passarinho
Às corridas pelo chão
Eu atrai-o com carinho
E migalhinhas de pão

Atrás dele vem outro e outro
Eles são cada vez mais
Arvéolas piscos e melros
E também outros pardais

E logo de manhanzinha
Ali estão todos alerta
Já sabem que têem papinha
Sempre aquela hora certa

Aquela arvéola esguia
Tem um pezinho partido
Eu já pensei que seria
aquele meu gato atrevido

Não têem medo de mim
Porque mal eu não lhes faço
São tão felizes assim
A comer no meu terraço

Já andam a fazer seus ninhos
Para formarem o lar
Os meus lindos passarinhos
Tem asas são para voar

8/5/2017 Zulmira Lourenço

quarta-feira, 19 de abril de 2017

  1. S. MIGUEL AÇORE

  2. A Ilha de S. Miguel

  3. È uma ilha encantada

  4. Onde me encontro agora

  5. Na cidade de Ponta Delgada Da janela do meu quarto

  6. Que fica no Quinto andar

  7. Vejo quase toda a Cidade

  8. Vejo os barcos vejo o mar

  9. Também vejo o aeroporto

  10. E os aviões a passar

  11. Vejo as torres das Igrejas

  12. Ouço os sinos a tocar Eu fui ao alto do monte

  13. Ver a Senhora da Páz

  14. Para lá poder rezar

  15. Em Vila Franca do Campo

  16. Terra de tamanho encanto

  17. Entre as serras e o mar

  18. Há a Ribeira Grande

  19. Onde vamos almoçar

  20. Também há Rabo de Peixe

  21. Onde tantos homens se agrupam

  22. Talvez para conversar Fui ás festas do Senhor

  23. Santo Cristo dos Milagres

Onde sinto muito amor
  1. A emoção que a gente sente

  2. Ao ver tanta tanta gente

  3. Para adorar o Senhor

  4. Ali ocorrem multidões

  5. Sabe Deus qual as razoes

  6. Daquele lugar sagrado

    1. No Campo de S. Francisco

Esta o Senhor Santo Cristo
Que é por todos adorado




  1. S. Miguel Park Hotel 2002 Zulmira Lourenço

sexta-feira, 14 de abril de 2017



Na Padeiria

Dona broa entusiasmada
Disse para o pão caseiro
Minha massa é delicada
Meu sabor é verdadeiro

O caseiro todo pimpão
Está sempre a dizer que sim
Eu cá sou um rico pão
Pois todos gostam de mim

Os cacetes tão compridos
Andam sempre ás gargalhadas
Nós somos os mais bonitos
Sem nós não há rabanadas

E até o pão de forma
Que anda sempre a correr
O velhinho e o bébé
Todos me podem comer

Também o pão a avó
Diz que é o mais antigo
Eu nunca me sinto só
Todos me levam consigo

Diz o parolo também
Sou bolinha redondinha
Os meninos e as mamãs
Fazem de mim torradinha

O bolo rei toda vaidoso
Sem saber o que falar
Diz ser o mais saboroso
Dá prendas a quem o levar

Todos os outros docinhos
Brincam com muita alegria
Sabem que são só miminhos
Para qualquer hora do dia
E no fim todos fizeram
Alguma coisa de novo
Deram as mãos e disseram
Somos o alimento do povo

Zulmira Lourenço 8/11/2014



quarta-feira, 12 de abril de 2017

rainha



Poema em memória da Rainha Santa Isabel



Ó mãe dos pobres, beleza pura
Foste Rainha, com muita ternura.

Esposa mãe e Rainha, em tão nobre criatura
Aos pobres dava o que tinha, sempre com grande brandura.

D. Diniz de manhãzinha, via-a sair passa a passo
Onde vais minha Rainha?. E que levais no regaço.

Santa Isabel por encanto, respondia com amor
O que levo no meu manto, apenas rosas Senhor.

Caiem no chão lindas rosas, naquele pátio Sagrado
Belas e bem viçosas, que milagre abençoado.

Devota a nossa Senhora, a quem sempre ela rezava
Foi grande mediadora, nas guerras que enfrentava.

Na Missa ou na Procissão, o povo tão bem lhe canta
Esta no nosso caração, a nossa Rainha Santa.

Como estimava os pobres, vestidinhos de burel
Serás para todo o sempre, Rainha Santa Isabel.






Zulmira Lourenço 2008

sábado, 8 de abril de 2017

quadras

QUADRAS



Foram-me pedido uns versos
Mas isto não se faz do nada
Pego num papel e lápis
E tento fazer uma quadra
Não sou muito de falar
Isso faz parte do meu ser
Gosto de memorizar
Coisas que quero aprender

Saber ouvir é virtude
Fás parte dos nossos sentidos
Deus deu-nos uma boca para falar
E para ouvir só dois ouvidos
Eu quero cantar contigo
Mas quero improvisar
Pois falar eu não consigo
Falo contigo a cantar

Os versos que vou escrevendo
Não é minha fantasia
São vivências, que eu entendo
E traço no dia a dia
Vamos semear bondade
Por este país além
Pois nascerá de verdade
O fruto do nosso bem

Para o país melhorar
E a crise passar ao lado
Vamos todos trabalhar
Para esquecer o passado
Meus pais me souberam dar
O melhor que a vida tem
Respeito e amor ao próximo
E a todos fazer o bem

Os concelhos dos meus pais
Trago-os sempre guardadinhos
Já os ensinei aos meus filhos
E agora aos meus netinhos


Zulmira Lourenço 15/3/2009

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Natal


Natal




Natal é tempo de esperança
É o menino que vêm
É um tempo de mudança
E de partilha também

Olhando os nossos irmãos
Aqueles que são mais pobres
Estendendo-lhes nossas mãos
Que são os gestos mais nobres

Todos juntos em oração
Á volta de um bom braseiro
Repartindo o nosso pão
Será Natal verdadeiro.




Zulmira/12/2010

Para o meu filho

Para o meu filho
Parabéns querido filho
Que tenhas um belo dia
Com toda a família e amigos
E muita, muita alegria
A ti filho muito amado
Aqui vou escrever
Vivendo sempre a meu lado
Quero-te agradecer

Sempre honesto e dedicado
Assim tens sido para mim
Falas-me sempre com agrado
Com um sorriso sem fim
Se moramos aqui porém
A primeira ideia foi tua
Morava-mos mais além
Sendo nesta mesma rua

Obrigado pelas plantas
Que plantas-te no jardim
Roseiras e agapantes
Alfazemas e jasmim

Os grandes pinheiros mansos
Que estão ao fundo do quintal
Foram uns pinhões que encontras-te
Certo dia num pinhal
Obrigado pela esposa
Que escolhes-te para o teu lar
E amavel e bem disposta
A todos tenta ajudar

Por tudo isto e muito mais
Pelo teu trabalho de muita lida
Grande alegria dos pais
È ter a familia unida
Obrigado pelos teus filhos
Que eu amo com ternura
São rebentinhos da árvore
São a geração futura
È tão bom velos crescer
Em paz, amor e harmonia
Poder contar, poder ver
As histórias do dia a dia
De mãos unidas estou rezando
À Virgem Santa Maria
Que nunca vos falta a pàz
Saúde , amor e alegria

Tua mãe que te ama muito

Menino Jesus

 Menino Jesus



Menino Jesus
Que estás nas palhinhas
Lembra-te dos pobres
E das criancinhas
Que tenham saúde
E não lhes falte o pão
Menino Jesus
Do meu coração

Só mais uma coisinha
Não leves a mal
Quero que dês a todos
Um feliz Natal

Jesus Menino nasceu
Na cidade de Belém
Está na fruta no presépio
A sorrir para sua mãe

Em duras palhas deitado
Está o menino Jesus
Sua mãe e S. José
Estão cercados de luz

\ Eu sou pequenina
Não sei fazer nada
Vou para a cozinha
Comer Marmelada

Depois mais à noite
Vou devagarinho
Até à chaminé
Pôr o meu sapatinho

A prenda que eu quero
Tem muito valor
Quero para todos
Muito... muito... amor.


Zulmira 1995....


Dedicado á minha filha pelo seu aniversário

Dedicado á minha filha pelo seu aniversário

Eu Fiz-te um verso ao nascer
Um pedido a Deus eu Fiz
Que te guie e te proteja
Para que sejas feliz

Nasceste no mês de Junho
Dos Santos e Romarias
Um anjo nos segredou
Que muito amor nos trarias

Eras uma bebé adorável
Com muita personalidade
Ficávamos admirados
Com tanta serenidade
Brincavas com as bonecas
Gostavas de tecidinhos
E com os teus soquetes
Fazias-lhes vestidinhos

Foi Uma bela infância
Crescendo com teu irmão
Mas os lápis e os cadernos
Era a tua perdição

Foste para a escola primária
Que alegria que prazer
\ De que tu tanto ansiavas
Querias muito aprender

Usavas batinha branca
Teu nome ao peito trazia
Lá ias muito feliz
Com tua amiga Luzia



Sempre muito aplicada
Em todos os afazeres
Nunca ias brincar
Sem primeiro fazer os deveres

Passaste com distinção
Para o ciclo que alegria
Sempre te vi com amigos
E em boa companhia

Foste Para colégio S. José
E bata preta vestias
Era Muito rigoroso
Bem sei como te sentias

Com tanta disciplina
E momentos para orar
Aprender a comportar-se
E muito que estudar

Foi muito bom para aprender
Mas difícil o dia a dia
Tudo é preciso na vida
Para nos dar alegria

Na Brotero já foi diferente
Muito alegre te sentias
Via-te sempre a sorrir
Em belas fotografias

Tens muita facilidade
Em amigos arranjar
E grande capacidade
para os ouvir e ajudar

Rodeada de Amigos
Que ainda hoje o são
Eu posso verificar
Nos jantares aonde vão

Mas querias ir mais longe
As artes é a tua paixão
Vais para o porto estudar
Tirar Estilismo, pois então


Todas as actividades
Consegues conciliar
Acabas o curso de estilismo
E ficas lá a trabalhar

No Estilismo trabalhas-te dez anos
Com empenho e sem parar
Mas em noventa e nove
Vieste para a n/ firma trabalhar

Mas não fica por aqui
E pensas-te com ternura
Como estavas nesta área
Licenciar-te em arquitectura
E fizeste muito bem
Parabéns pelo teu ideal
Neste momento preciso
Já estás na prova final

E se Deus quiser
Vai correr tudo muito bem
Recebe muitos beijinhos
De teu pai e tua mãe

Do Júlio e da Susana
Um grande abração
E dos meninos
Um xi coração
Parabéns por este dia
És como a água, pura
E muitas felicidades
para a tua vida futura


Da tua mãe que te ama


Zulmira Lourenço em 20/06/2009






















Eco


Eco ou a vida



Avó... Fui á serra
Para poder gritar
O que na nossa terra
Não podia falar

Eu gritei, gritei
Mas alguem me ouviu
Quando me calei
Tudo repetiu

Eu o insultei
Ele me insultou
Tudo que lhe mandei
Ele me enviou

Avó... Que se passa
Tem haver comigo?
Escuta meu neto
Ouve o que te digo

Envia-lhe amor
Amor te dará
Se te irritares
Irritar-se à

Não é por acaso
que no mundo estamos
A vida devolve-nos
Tudo o que lhe damos





Zulmira Lourenço 2009

Dialogo avó e neto, o tempo


Avó

Ando à procura do tempo
O tempo que tudo traz
Se me traz algum alento
Se me dá alguma paz

Neto
Na escola estou estudando
Tenho sede de aprender
Eu quero passar de ano
Quero brincar, quero crescer

Avó
O tempo que nos é dado
Nem vale a pena pensar
Há um tempo para tudo
Se o soubermos controlar

Avó
Quando espero por ti
O tempo custa a passar
O desejo de te ver
E contigo conversar

Neto
Quando vamos á piscina
Ao campo ou a qualquer lado
Sinto-me sempre tão bem
Contigo avó... a meu lado

Avó
Meu Anjo eu estou rezando
Pedindo dia após dia
Deus te abençoe e te dê sempre
Saúde amor, paz e alegria

´

Zulmira e o neto

Para a minha professora de dança

Para a minha professora de dança


Andamos a aprender uns passos
Cada um por sua vez
A salsa é a quatro tempos
Mas a valsa é só a três
As voltas do chá-chá-chá
São bem mais complicadas
O leque e a volta inteira
E o transporte nas cruzadas
O merêngue é só marchar
Com voltinhas à mistura
São danças muito elegantes
Requerem boa postura

A professora Leonor
Toda ela é juventude
Recomenda-nos a dança
Por fazer bem à saúde

O nosso grupo é também
Fantástico pois então
Sentimo-nos muito bem
Nestas danças de salão




Zulmira Lourenço 4/11/2009                     

A lei do amor

A lei do amor

Meus pais me ensinaram de pequenina
Que meu dever era a todos respeitar
Seria bem melhor a minha sina
Se amasse e ensina-se sempre a amar

Só assim minha vida tem sentido
Dando a mão a cada irmão isto é amor
O mundo seria um jardim bem florido
Com milhões de flores cada uma de sua cor

Vamos construir um mundo novo
Com paz Fraternidade e amor
Ajudando a levar a cruz do povo
Será mais leve a Cruz do Senhor

Se á nossa volta alguém nos quiser mal
E vier agravar a nossa dor
Souda-lo-emos com gesto fraternal
E porque não falar-lhe de amor

Se na nossa rua encontrarmos alguém
De manhã ao meio dia ou ao sol pôr
Não há horas para se fazer o bem
E para falar sempre de amor

Aquele velhinho porém
Ao lado da cadeira vazia
À espera que passe alguém
Para lhe fazer companhia

Pede ajuda aquele irmão
Que tem o tempo ocupado
Esse sim arranja tempo
Para estar contigo um bocado

Ao irmão que nada faz
Não tenhas essa maçada
Anda sempre ocupado
Não tem tempo para nada 20/12/2000


A flor oprimida

A flor oprimida


Quero levantar a pedra
Que oprime o teu coração
Para que tenhas mais luz
Meu amigo meu irmão
O malmequer esbranquiçado
Queria crescer mas não podia
Tinha uma pedra a seu lado
Todo o tempo o oprimia

Avó que planta é aquela
Tão triste e quase sem vida
Deixa que eu cuide dela
Para que fique mais crescida

Depois da pedra retirada
Começou a tomar cor
Pelo meu neto tratado
Com todo carinho e Amor

Com meu tempo e o teu tempo
Faremos grandes mudanças
Rumaremos contra o vento
Seremos sempre crianças



   Zulmira Lourenço 2014

AS FONTES

  1. AS FONTES DA NOSSA TERRA



Uma fonte é um fio
De água a brotar
Chegará ao rio
Se a deixarem passar

Com grande desafio
Ao mar vai chegar
A ele outros rios
Se irão juntar

A sua água doce
Se irá transformar
Será Oceano
Grandioso Mar
Este pequeno fio
De água a brotar

Em tempos passados
As raparigas
Enchiam as fontes
Com suas cantigas

E os rapazes
De qualquer idade
Com os seus sorrisos
De felicidade

Iam à fonte
Com um passo lento
Conversar com as moças
Passar o seu tempo

Mas agora as fontes
Foram reconstruídas
Já não há lá moças
Já não há cantigas




Mas há boa imagem
Também há ternura
Há águas correntes
Cheias de frescura

Tantos peregrinos
Que passam nas pontes
E matam a sede
Em todas as fontes

Toda e qualquer fonte
Que tenha água pura
Nela se sacia
Toda a criatura

E toda a beleza
Que nelas encerra
Tem as belas fontes
Da nossa terra






Zulmira Lourenço 2010

quarta-feira, 5 de abril de 2017

O MEU POETA

O MEU POETA



Eu sei que tenho um poeta
Bem no fundo do meu ser
Posso querer escrever versos
Mas é dele todo o saber

Posso ter papel e tinta
E vontade de escrever
Sem a ajuda do poeta
Eu nada posso fazer

Quando me sinto mais triste
Com alguma solidão
É nesse preciso momento
Que ele faz a sua aparição

São tantas tantas palavras
Que fazem fila de espera
Pode ser verão ou inverno
Outono ou primavera

Está é a minha verdade
Diga o povo o que disser
Eu só me posso inspirar
Quando o poeta quiser

É nele que me inspiro
É ele que me dá Luz
Este meu belo poeta
Seu Santo nome é Jesus







Zulmira Lourenço 6/11/2009         

O Gato é que manda


O Gato é que manda


Eu tenho um gato ás riscas
Não é um gato qualquer
Só quer comer as Whiskas
Dormir em casa não quer

E lá sobre a madrugada
O gato mia baixinho
Levanto-me muito ensonada
ele vêm muito meiguinho

Mas ele não quer dormir
Só pensa em comer a ração
Mia até conseguir
Este meu gato mandão

Este meu gato é diferente
Não conheço outro assim
É um gato independente
Mas sei que gosta de mim

No bidé faz o xixi
Com elegância muito sua
O resto não faz ali
Mia para ir à rua

Quando vou para lhe fazer festas
E quando vê minha mão
Vira-se logo de costas
Parece um escorpião

Faz as suas travessuras
Só quer sofá e bom trato
E nós nas cadeiras duras
Pois lá quem manda é o gato


Zulmira 22/12/2010



OS GATOS

OS GATOS








São belos, espertos e meigos

Nervosos e assustados

Com olhos esbugalhados

Vestidos de várias cores
Às vezes são uns amores

 Requerem vários cuidados.


Eu tive uma bela gata
Só lhe faltava falar
Às vezes para se expressar
Fazia gestos com a pata.

Era muito companheira
Joana era o nome dela
Era boa criadeira
Já criou uma cadela
Sempre com muito carinho
Criou mais dois cães e um porquinho
Senti muito a falta dela.

Agora tenho um casal
Ela é becas ele é João
Engraçados que eles são,
Ele é bom ela é matreira
Pois só quer é brincadeira
Deita tudo para o chão
Pula, salta e parte os pratos,
Mas fazem-me Companhia

Estão comigo todo o dia

Por isso eu gosto dos gatos



10/12/1989 Zulmira Lourenço